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O que é

É o câncer que se origina no endométrio, a camada interna do útero. É o câncer ginecológico mais comum e, quando diagnosticado cedo, tem boas taxas de cura.

Fatores de risco

Idade após a menopausa, obesidade, diabetes, hipertensão, exposição prolongada ao estrogênio sem oposição e histórico familiar de síndromes hereditárias, como a síndrome de Lynch.

Sintomas

O sinal mais importante é o sangramento vaginal após a menopausa. Qualquer sangramento nessa fase da vida deve ser investigado. Antes da menopausa, sangramentos muito irregulares e persistentes também merecem avaliação.

Diagnóstico

Ultrassonografia transvaginal para avaliar o endométrio e, quando indicado, biópsia endometrial, que pode ser feita por histeroscopia, um exame que permite ver o interior do útero e colher material dirigido da área alterada.

Tratamento

Abordagem individualizada baseada em fatores de risco e estadiamento. Cirurgia minimamente invasiva quando indicado, incluindo histerectomia total, salpingo-ooforectomia bilateral e estadiamento linfonodal conforme protocolo. Integração com oncologia clínica e radioterapia quando necessário.

Linfonodo sentinela

Em casos selecionados, a pesquisa do linfonodo sentinela permite avaliar os linfonodos com cirurgia menor, identificando os primeiros linfonodos que drenam o útero em vez de remover cadeias inteiras.

Seguimento

Consultas regulares programadas após o tratamento, com atenção também à qualidade de vida, incluindo o manejo dos efeitos da menopausa cirúrgica quando os ovários são removidos.

Classificação molecular e planejamento individual

Além do tipo e do grau vistos no microscópio, testes moleculares podem ajudar a estimar risco e orientar decisões em alguns casos. Avaliação de proteínas de reparo do DNA também pode levantar suspeita de síndrome de Lynch. A indicação de testes e seu impacto dependem do material disponível, do estágio e das diretrizes aplicáveis. [1] [2] [3]

Cirurgia e tratamentos complementares

Muitas pacientes são tratadas inicialmente com cirurgia para retirada do útero, trompas e ovários, associada à avaliação de linfonodos quando indicada. Radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias sistêmicas podem ser recomendadas conforme estágio, subtipo e risco de recorrência. Em situações muito selecionadas, preservação de fertilidade pode ser discutida em centros experientes. [1] [2] [3] [4]

Perguntas Frequentes

Todo sangramento após a menopausa é câncer?

Não. A maioria dos sangramentos pós-menopausa tem causas benignas. Mas todo sangramento nessa fase precisa ser investigado, porque é o principal sinal de alerta do câncer de endométrio.

Causas como atrofia, pólipos e alterações benignas são frequentes, mas somente a avaliação com exame e, quando necessário, amostra do endométrio pode esclarecer a origem.

A cirurgia pode ser minimamente invasiva?

Sim. Reconstruída a partir do site antigo, validar: quando o estadiamento e as condições clínicas permitem, a cirurgia "pode ser realizada por via minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica) em casos selecionados", com menos dor e recuperação mais rápida.

A via é definida após avaliar estágio, tamanho uterino, cirurgias anteriores, condições clínicas e necessidade de estadiamento linfonodal. Segurança oncológica vem antes do tamanho das incisões.

Vou precisar de quimioterapia ou radioterapia?

Depende do resultado da cirurgia e da análise do tumor. Parte das pacientes não precisa de tratamento complementar; outras se beneficiam de radioterapia, quimioterapia ou da combinação. A decisão é individual e multidisciplinar.

Tipo histológico, grau, estágio, perfil molecular e achados dos linfonodos ajudam a estimar risco de recorrência e a necessidade de tratamento complementar.

Fontes e diretrizes

  1. [1] ESGO. Endometrial Cancer Guidelines and Quality Indicators.
  2. [2] NCI. Endometrial Cancer Treatment — Patient Version.
  3. [3] INCA. Câncer do corpo do útero, atualizado em 2025.
  4. [4] FEBRASGO. Cirurgia minimamente invasiva no câncer ginecológico. Protocolo FEBRASGO, 2025.

Conteúdo sob responsabilidade técnica do Dr. Samuel Drumond Esperança, MÉDICO, CRM-MG 89158, RQE 69731
Data da última revisão editorial: agosto de 2026.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e não substitui a consulta médica. O tratamento adequado ao seu caso só pode ser definido em avaliação individual.

Dr. Samuel Drumond Esperança, MÉDICO, CRM-MG 89158, RQE 69731, Ginecologia e Obstetrícia, área de atuação em Oncologia Ginecológica.

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