O que é
É o grupo de tumores que se origina nos ovários, nas trompas ou no peritônio, a membrana que reveste a cavidade abdominal. Esses três locais são tratados de forma conjunta porque se comportam de maneira semelhante.
Fatores de risco
Idade, histórico familiar de câncer de ovário ou de mama e alterações genéticas hereditárias, principalmente nos genes BRCA1 e BRCA2 e na síndrome de Lynch. Estima-se que uma parcela relevante dos cânceres de ovário tenha base hereditária, e por isso a avaliação genética é parte importante do cuidado.
Sintomas
Distensão ou aumento persistente do volume abdominal, sensação de saciedade rápida, dor pélvica ou abdominal e mudanças urinárias persistentes. São sintomas comuns a muitas condições; o alerta é a persistência por semanas.
Diagnóstico
Exame físico, ultrassonografia e outros exames de imagem, além de marcadores no sangue, como o CA-125. A confirmação e a definição completa vêm da avaliação cirúrgica e da análise do tecido.
Tratamento
A base do tratamento é a cirurgia realizada por equipe especializada em oncologia ginecológica, com o objetivo de remover toda a doença visível, associada à quimioterapia na maioria dos casos. A sequência entre cirurgia e quimioterapia é definida caso a caso. Terapias-alvo podem fazer parte do plano conforme o perfil do tumor.
Genética
Toda paciente com câncer de ovário deve conversar sobre teste genético. O resultado orienta o tratamento e permite proteger familiares, com estratégias de rastreamento e prevenção para quem carrega a mesma alteração.
Seguimento
Acompanhamento regular com consultas, exame físico e exames conforme o caso, além de atenção contínua à qualidade de vida.
Por que o planejamento cirúrgico importa
Quando há suspeita de câncer de ovário, trompa ou peritônio, o plano deve considerar distribuição da doença, condições clínicas e possibilidade de remover a maior quantidade de tumor com segurança. Para algumas pacientes, a cirurgia é realizada primeiro; para outras, biópsia e quimioterapia podem preceder a operação. A decisão idealmente ocorre em equipe especializada. [1] [2] [3]
Genética e tratamento sistêmico
Testes genéticos germinativos e do próprio tumor podem ter implicações para tratamento e para familiares. Quimioterapia é frequente e, em situações específicas, terapias de manutenção ou medicamentos direcionados podem ser considerados. A indicação depende do subtipo, estágio, resposta e biomarcadores. [1] [2] [3]
Perguntas Frequentes
Existe exame de rastreamento para câncer de ovário?
Para a população geral, não há rastreamento que tenha se mostrado eficaz. Por isso a atenção aos sintomas persistentes e a avaliação do risco familiar são tão importantes.
Ultrassom e CA-125 não reduziram mortalidade quando usados como rastreamento de rotina em pessoas sem sintomas e sem risco hereditário elevado. Famílias com histórico relevante precisam de avaliação individual.
Cisto no ovário é câncer?
Na grande maioria das vezes, não. Cistos são muito comuns e quase sempre benignos. Características do cisto na imagem, a idade e os marcadores ajudam a definir quando investigar mais a fundo.
A aparência no ultrassom, o tamanho, a evolução, sintomas, idade e estado menopausal orientam acompanhamento ou investigação. Nem todo cisto exige cirurgia.
Por que fazer teste genético?
Porque o resultado pode mudar o tratamento e porque identifica famílias que se beneficiam de prevenção. É uma informação que protege você e as pessoas que você ama.
Além de orientar terapias-alvo em alguns tumores, o resultado pode indicar aconselhamento e estratégias preventivas para familiares. O teste deve vir acompanhado de orientação adequada.
Fontes e diretrizes
Conteúdo sob responsabilidade técnica do Dr. Samuel Drumond Esperança, MÉDICO, CRM-MG 89158, RQE 69731
Data da última revisão editorial: agosto de 2026.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e não substitui a consulta médica. O tratamento adequado ao seu caso só pode ser definido em avaliação individual.
Dr. Samuel Drumond Esperança, MÉDICO, CRM-MG 89158, RQE 69731, Ginecologia e Obstetrícia, área de atuação em Oncologia Ginecológica.
