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O que é

É o tumor que se forma na parte externa dos genitais femininos. Acomete principalmente mulheres após a menopausa, mas pode ocorrer antes.

Fatores de risco

Infecção pelo HPV, tabagismo, imunossupressão e doenças crônicas da pele vulvar, como o líquen escleroso.

Sintomas

Coceira persistente que não responde aos tratamentos habituais, ferida ou caroço que não cicatriza, mudança de cor ou espessamento da pele, dor e sangramento local.

Diagnóstico

Exame clínico cuidadoso da vulva e biópsia da lesão. A biópsia é indispensável: nenhum tratamento prolongado de lesão vulvar deve ser mantido sem diagnóstico.

Tratamento

O tratamento principal é cirúrgico, com remoção da lesão com margem de segurança. A avaliação dos linfonodos da virilha faz parte do tratamento e, em casos selecionados, pode ser feita pela técnica do linfonodo sentinela, que reduz a extensão da cirurgia. Radioterapia e quimioterapia entram em situações específicas.

Seguimento

Acompanhamento regular prolongado, com exame clínico periódico, além de orientação de autoexame da vulva.

Biópsia e avaliação dos linfonodos

Lesões persistentes, feridas, áreas endurecidas, mudanças de cor ou coceira que não melhora precisam de avaliação. A biópsia confirma o diagnóstico. Quando há câncer invasivo, a extensão local e o estado dos linfonodos da virilha influenciam o tratamento; em casos selecionados, a técnica do linfonodo sentinela pode reduzir morbidade. [1] [2] [3] [4]

Tratamento busca controle e preservação funcional

Cirurgia é comum, mas a extensão deve ser individualizada para obter margens adequadas e, quando possível, preservar função urinária, sexual e imagem corporal. Radioterapia e quimioterapia podem ser usadas conforme localização, tamanho, linfonodos e possibilidade cirúrgica. Apoio para sexualidade, linfedema e reabilitação integra o cuidado. [1] [2] [3] [4]

Perguntas Frequentes

Coceira na vulva é sinal de câncer?

Quase nunca. Mas coceira crônica que não melhora com tratamento merece avaliação especializada e, quando há lesão, biópsia.

Dermatoses, infecções e irritações são causas muito mais comuns. Persistência, mudança de cor, ferida, nódulo ou falha do tratamento justificam exame e eventual biópsia.

O que é o linfonodo sentinela na vulva?

É a técnica que identifica os primeiros linfonodos que drenam a região da lesão. Se eles estão livres de doença, é possível evitar a remoção completa dos linfonodos da virilha, com menos inchaço e complicações.

A seleção depende do tamanho e da localização do tumor, da ausência de linfonodos suspeitos e da experiência da equipe. Se o mapeamento falha, pode ser necessária avaliação mais ampla.

Líquen escleroso vira câncer?

O líquen escleroso é uma condição benigna, mas aumenta o risco ao longo do tempo. Por isso exige tratamento e acompanhamento regular.

O controle regular da inflamação e o acompanhamento de áreas novas ou persistentes ajudam a reduzir complicações e permitem investigar precocemente qualquer mudança suspeita.

Fontes e diretrizes

  1. [1] ESGO. Vulvar Cancer Guidelines and Quality Indicators.
  2. [2] NCI. Vulvar Cancer Treatment — Patient Version.
  3. [3] INCA. Câncer de vulva, atualizado em 2025.
  4. [4] FEBRASGO. Câncer da vulva e vagina. Protocolo FEBRASGO, 2025.

Conteúdo sob responsabilidade técnica do Dr. Samuel Drumond Esperança, MÉDICO, CRM-MG 89158, RQE 69731
Data da última revisão editorial: agosto de 2026.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e não substitui a consulta médica. O tratamento adequado ao seu caso só pode ser definido em avaliação individual.

Dr. Samuel Drumond Esperança, MÉDICO, CRM-MG 89158, RQE 69731, Ginecologia e Obstetrícia, área de atuação em Oncologia Ginecológica.

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