O que é
O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber a drenagem da região do tumor. A pesquisa do linfonodo sentinela é a técnica que identifica e remove esse linfonodo específico para análise, em vez de remover toda a cadeia de linfonodos de uma vez.
Como funciona
Durante a cirurgia, um marcador é injetado na região do tumor, em geral um corante especial, como o verde de indocianina, visível com câmera de imagem apropriada. O marcador percorre o caminho da drenagem e acende o linfonodo sentinela, que é então removido e enviado para análise detalhada.
Quando é usada
Em casos selecionados de câncer de endométrio, de colo do útero e de vulva, conforme as características do tumor e as diretrizes atuais. A indicação é sempre individual e discutida em consulta. [6] [7] [8]
Por que ela importa
Quando o linfonodo sentinela está livre de doença, é possível evitar a remoção completa das cadeias de linfonodos, o que reduz o tempo cirúrgico e o risco de complicações como o linfedema, o inchaço crônico causado pelo acúmulo de líquido. É precisão a serviço de menos agressão.
Limites e decisão compartilhada
O mapeamento pode falhar, linfonodos suspeitos devem ser avaliados e características do tumor podem exigir a análise de outros linfonodos. No câncer de ovário, a técnica permanece investigacional e não deve ser apresentada como rotina. A decisão considera diagnóstico, estágio, protocolo oncológico e experiência da equipe. [1] [2] [3] [4] [5]
Perguntas Frequentes
O que é mapeamento de linfonodo sentinela?
É o processo de identificar, durante a cirurgia, o primeiro linfonodo que drena a região do tumor, usando um marcador visível em câmera apropriada. Esse linfonodo é removido e analisado, e o resultado orienta se a remoção de mais linfonodos é necessária.
O termo identifica o primeiro linfonodo da drenagem esperada, não o resultado. Presença ou ausência de células tumorais é definida pela análise patológica.
A técnica é segura?
Em cenários com indicação estabelecida pelas diretrizes, a pesquisa do linfonodo sentinela apresenta acurácia elevada e é adotada por centros de referência. A adequação a cada caso é avaliada individualmente.
A segurança depende de indicação adequada, técnica padronizada e aplicação do algoritmo correspondente a cada tumor.
A técnica evita sempre a retirada de outros linfonodos?
Não. Linfonodos suspeitos, falha do mapeamento ou características do tumor podem exigir avaliação adicional.
Mapeamento unilateral, linfonodo suspeito ou critérios do tumor podem exigir avaliação complementar. O algoritmo precisa ser explicado antes da cirurgia.
O procedimento é usado em qualquer câncer ginecológico?
Não. A indicação é mais estabelecida em cenários selecionados de câncer de endométrio, colo do útero e vulva. No câncer de ovário, permanece investigacional.
A aplicação é mais consolidada em cenários selecionados de endométrio, colo e vulva. Cada tumor possui critérios próprios e a técnica não é rotina para ovário.
Fontes e diretrizes
- [1] ESGO/ESTRO/ESP. Guidelines for cervical cancer — update 2023.
- [2] ESGO. Guidelines for vulvar cancer — update 2023.
- [3] NCCN, SGO, ESGO, BGCS e JSGO. Comparison of sentinel-node guidelines in endometrial cancer, 2022.
- [4] Society of Gynecologic Oncology. Consensus recommendations for sentinel-node mapping in endometrial cancer, 2017.
- [5] Frontiers in Medicine. Sentinel Lymph Node Mapping: Current Applications and Future Perspectives, 2022.
- [6] FEBRASGO. Cirurgia minimamente invasiva no câncer ginecológico. Protocolo FEBRASGO, 2025.
- [7] FEBRASGO. Câncer da vulva e vagina. Protocolo FEBRASGO, 2025.
- [8] FEBRASGO. Câncer do colo do útero. Protocolo FEBRASGO, 2025.
Conteúdo sob responsabilidade técnica do Dr. Samuel Drumond Esperança, MÉDICO, CRM-MG 89158, RQE 69731
Data da última revisão editorial: agosto de 2026.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e não substitui a consulta médica. O tratamento adequado ao seu caso só pode ser definido em avaliação individual.
Dr. Samuel Drumond Esperança, MÉDICO, CRM-MG 89158, RQE 69731, Ginecologia e Obstetrícia, área de atuação em Oncologia Ginecológica.
